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Educação Física – Conhecendo o Jogo da onça e valorizando a cultura indígena

ESTA PROPOSTA DE ATIVIDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA É DESTINADA AOS ESTUDANTES DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS.




Conhecendo o Jogo da onça e valorizando a cultura indígena

Antes da chegada dos portugueses, o Brasil já era um território rico em histórias, conhecimentos e tradições desenvolvidas pelos povos indígenas, que viviam em harmonia com a natureza. Além de técnicas de sobrevivência, esses povos criaram jogos e brincadeiras que uniam diversão e aprendizado, transmitindo lições de estratégia, trabalho em equipe e respeito ao meio ambiente. Um desses jogos é o Jogo da Onça, também conhecido como Adugo, uma herança cultural que nos conecta ao passado e ensina habilidades importantes.

Fonte: canva.com

O Adugo, palavra que significa “onça” na língua Bororo, é um jogo de estratégia tradicional dos povos indígenas brasileiros, como os Bororo. Jogava-se no chão, com um tabuleiro desenhado na areia e pequenas pedras representando as peças. Esse jogo é tão antigo que os incas, povo que habitava o Peru no século XIII, já possuíam uma versão semelhante chamada ‘Jogo da Puma’.

No Jogo da Onça (Adugo) um jogador controla a onça (1 peça) e o outro os cachorros (14 peças). A onça vence se capturar 6 cães, pulando sobre eles como nas damas, enquanto os cachorros ganham se encurralarem a onça, impedindo seus movimentos. A onça anda uma casa por vez, seguindo as linhas do tabuleiro. Ela é esperta: se encontrar um cachorro na casa ao lado e a casa seguinte estiver vazia… PULA! Ela “come” o cachorro, tirando ele do jogo! Já os cachorros também andam uma casa por vez, sempre tentando chegar perto da onça para prendê-la. Eles não podem voltar (só se for para bloquear o caminho da onça e impedir que ela escape).

Os povos indígenas criaram o Jogo da Onça (Adugo) não apenas como diversão, mas como forma de transmitir valores . No entanto, com o avanço da tecnologia e a popularidade de jogos digitais individuais, muitas tradições culturais estão sendo esquecidas.

Para combater esse desafio, é possível desenvolver aplicativos e jogos digitais que recriem o Adugo e outros jogos tradicionais indígenas, mantendo suas regras e significados originais, além de promover oficinas educativas em escolas e comunidades que integrem tecnologia e cultura, usando realidade aumentada ou virtual para imersão nas histórias e valores desses povos. Dessa forma, a tecnologia pode ser uma aliada na preservação e divulgação desses conhecimentos ancestrais.

Disponível em < https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=aldeia+ind%C3%ADgena+no+xingu&title=Special:MediaSearch&type=image > acesso 28/03/2025.

Valorizar os jogos indígenas é reconhecer a riqueza cultural do Brasil e garantir que os conhecimentos dos primeiros habitantes do país sejam respeitados e transmitidos para as novas gerações. Explorar outras brincadeiras tradicionais e ensiná-las aos colegas é uma maneira de manter viva essa herança, celebrando a sabedoria dos povos indígenas e aprendendo com suas histórias.

RESPONDA AS QUESTÕES

Os povos indígenas criaram o Jogo da Onça (Adugo) não apenas como diversão, mas como forma de transmitir valores como trabalho em equipe, estratégia e respeito à natureza. Hoje, com o avanço da tecnologia e a popularidade de jogos digitais individuais, muitas tradições culturais estão sendo esquecidas.

A partir do texto acima, responda as questões 1 e 2.

QUESTÃO 1

Explique por que é importante preservar jogos tradicionais como o Jogo da onça – Adugo na atualidade.

QUESTÃO 2

Proponha uma maneira de adaptar esse jogo indígena para o contexto atual, mantendo seus ensinamentos originais, mas tornando-o atraente para crianças e jovens do século XXI.

QUESTÃO 3

A partir do diálogo da charge, explique qual é o objetivo da onça e qual é o objetivo dos cachorros no Jogo da onça.

QUESTÃO 4

Relacionar as colunas:

QUESTÃO 5

QUESTÃO 6


AutoriaLivia Analy Rezende Amâncio
FormaçãoEducação física
Componente Curricular:Educação física
Objeto(s) de conhecimentoBrincadeiras e jogos da cultura popular, presentes no contexto comunitário e regional:
Conceito
História
Valores
Regras
Habilidades:(GO-EF05EF18) Vivenciar e fruir diferentes jogos de salão, usando e compartilhando os conhecimentos quanto a valores, normas, regras, objetivos e fundamentos para elaboração e análise de estratégias.
(GO-EF05EF01) Vivenciar e analisar diferentes brinquedos, brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, de diferentes características, principalmente as cooperativas, contemplando os de matrizes indígenas e africanas, reconhecendo, respeitando e valorizando a importância desses no patrimônio histórico-cultural.
(GO-EF05EF16) Projetar e construir materiais que sirvam de suporte para o jogo e brincadeira comparando essas produções e suas possibilidades de uso frente aos brinquedos industrializados.
Referências:BNCC – Base Nacional Comum Curricular.
DC-GO Ampliado – Documento Curricular para Goiás Ampliado.
Mirim – Povos indígenas – Brasil <https://mirim.org/pt-br/como-vivem/brincadeiras > acesso em 17/03/2025.
MARTINS SANCHES, Marisa. Educa Mais – Educação Física – 3º ao 5º Ano. São Paulo: Editora Moderna, 2021.