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Língua Portuguesa: Recursos Poéticos

ESTA PROPOSTA DE ATIVIDADE DE LÍNGUA PORTUGUESA É DESTINADA AOS ESTUDANTES DO 5º ANO DOS ANOS INICIAS DO ENSINO FUNDAMENTAL.

Brisa da Manhã
Na brisa mansa da manhã,
meu sonho dança na palma da mão,
sorrindo ao sol que me chama,
feito amigo no portão.

O que são recursos poéticos?

Quando um poeta escreve, ele usa truques

 especiais para tornar o texto mais bonito, 

musical e cheio de imagens na nossa imaginação. Esses truques são chamados recursos poéticos. Vamos ver alguns que aparecem no poema acima.

Rima

É quando as palavras têm sons parecidos no final.  No poema, as palavras “manhã” e “mão” não rimam exatamente, mas têm sons próximos, criando harmonia. Já “chama” e “portão” não rimam, mas a primeira estrofe tem “manhã” / “mão” e a segunda “chama” / “portão” que ajudam a manter o ritmo.

Aliteração

É a repetição de sons iguais no começo das palavras, para criar musicalidade.
No verso “meu sonho dança na palma da mão”, o som da letra m aparece várias vezes, deixando o verso suave e cadenciado.

Assonância

É a repetição de sons de vogais dentro das palavras.
No verso “sorrindo ao sol que me chama”, o som 

da vogal o aparece repetidamente, dando um ritmo 

gostoso de ler.

Metáfora

É quando usamos uma palavra ou expressão para 

representar outra coisa, sem usar “como” ou “parece”.
No verso “meu sonho dança na palma da mão”, não é 

que o sonho realmente dance — é uma forma 

poética de dizer que o sonho é leve e feliz.

Repetição

Quando uma palavra ou estrutura se repete para reforçar uma ideia ou criar ritmo.
No poema, a palavra “meu” aparece mais de uma vez, dando a ideia de que tudo é pessoal, próximo e íntimo.

Os recursos poéticos são como temperos de uma receita: sozinhos, não formam o prato, mas juntos deixam o poema saboroso, bonito e cheio de vida. Eles ajudam a gente a sentir o texto, não só entender.

Personificação

É quando damos características humanas a coisas 

que não são pessoas.
No verso “o sol sorri e me chama”, o sol não

 pode sorrir de verdade, mas a frase faz a gente 

imaginá-lo como um amigo caloroso.

Assista à videoaula sobre este assunto

Disponível em: https://youtu.be/1TfTUiZcHyw

RESPONDA ÀS PERGUNTAS

Leia o poema seguir e responda às questões sobre o mesmo: 

Verbos Imperativos em Português e Inglês

Today vamos ver os imperative verbs, ou verbos imperativos
Palavras que servem para dar ordens, instruções e também fazer pedidos.
Comecemos pelo start, que significa “comece”
quem escuta essa ordem nunca se esquece.

Open já é “abra” e close é “feche”,
ordens e pedidos feitos a todos os momentos e que geram muitos movimentos.
Sit down e get up são “sente-se” e “levante-se”, respectivamente,
verbos imperativos para aqueles que são ativos.

Temos também os imperativos negativos,
como don’t smoke e don’t talk,
que são “não fume” e “não converse”;
para essas ordens, é melhor que não se disperse.

Escreva em inglês é write
e read em português é “leia”
ordens que não podem ser dadas
a uma baleia!

Alguns imperativos usados em receitas são add, mix e cook,
que significam “adicione”, “mexa” e “cozinhe”;
hum… com esses verbos é bem provável
que a receita logo se encaminhe.

Imperative verbs são também usados para explicar caminho
e deixam nosso procurar muito mais facinho.
Temos o turn right ou left, que são “vire à direita” ou “à esquerda”;
seguindo essas regrinhas não haverá perda.

Go ahead significa “siga em frente”,
palavrinhas importantes e que auxiliam muita gente.
Esses verbos famosos são também usados em manuais de instrução
e devem ser explicados com bastante atenção.

Assemble ou disassemble são “monte” ou “desmonte”
e é preciso seguir a orientação da fonte.
Há também os verbos de aviso: clean ou wash, que são “limpe” ou “lave”;
seguindo esses avisos tudo fica mais suave.

Para finalizar este texto,
o verbo imperativo escolhido será o stop,
que significa “pare” e que,
com as informações obtidas aqui, seu conhecimento dispare!

QUESTÃO 01

O recurso poético que o poema usa quando diz  “Comece / Esquece”, é

(A) comparação.

(B) rima.

(C personificação.

(D) aliteração.

QUESTÃO 02

No trecho: 

“HUM, com esses verbos é bem provável que a receita logo se encaminhe”, o recurso poético presente é

(A) comparação.

(B) rima.

(C personificação.

(D) aliteração.

QUESTÃO 03

Na frase

 “para essas ordens é melhor que não se disperse”, a repetição do som da letra “s” é um exemplo de

(A) comparação.

(B) rima.

(C personificação.

(D) aliteração.

QUESTÃO 04

Complete:

No trecho “suave / lave”, o recurso poético usado é a ____________.

QUESTÃO 05

Marque V ou F de verdadeiro ou falso nas alternativas abaixo:

( ) O verso “Seguindo essas regrinhas não haverá perda” apresenta rima entre “perda” e “esquerda” em outro verso do poema.

( ) O trecho “Para essas ordens é melhor que não se disperse” apresenta aliteração com a repetição do som “s”.

( ) A frase “receita logo se encaminhe” é um exemplo de comparação.

( ) O verso “Quem escuta essa ordem, nunca se esquece” apresenta uma rima simples entre “comece” e “esquece”.


AutoriaProfessora Dra. Sueidy Lourencio
FormaçãoLetras – Português/ Inglês – Doutorado em Educação
Componente CurricularLíngua Portuguesa
DescritorD3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
Conteúdo(s)/Objeto(s) de conhecimentoCompreensão e interpretação de imagens, gráficos, tabelas em textos.Forma de composição de textos poéticos:
Identificação dos efeitos de sentido: recursos rítmicos e sonoros e de metáforas em textos versificados.
Habilidades(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas.
(EF35LP31-B) Identificar, em textos versificados, o uso de recursos rítmicos e sonoros como aliteração assonância, eco e repetição.
ReferênciasBORDINI, M. da G. Poesia e consciência lingüística na infância. In: SMOLKA, A. L. B. et all. Leitura e desenvolvimento da linguagem. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1989.
COELHO, Nelly Novaes. A literatura infantil: história, teoria, análise: das origens orientais ao Brasil de hoje. 2. ed. São Paulo: Quíron/Global, 1982. 
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura infantil teoria & prática. 11. ed. São Paulo, Ática, 1991.

CANVA, Plataforma online de design. Disponível em: www.canva.com.  Acesso em: 19/02/2025.
GOIÁS. Documento Curricular para Goiás – Ampliado. Volume II. Ensino Fundamental Anos Finais. CONSED; UNDIME, 2018.