{"id":133087,"date":"2021-10-25T08:58:12","date_gmt":"2021-10-25T11:58:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/?post_type=eaja&#038;p=133087"},"modified":"2021-10-25T08:58:13","modified_gmt":"2021-10-25T11:58:13","slug":"lingua-portuguesa-a-conducao-da-voz-narrativa","status":"publish","type":"eaja","link":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/eaja\/lingua-portuguesa-a-conducao-da-voz-narrativa\/","title":{"rendered":"L\u00edngua Portuguesa \u2013 A condu\u00e7\u00e3o da voz narrativa."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-black-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background\" style=\"font-size:25px\"><em>Ol\u00e1! Esta aula de\u00a0<strong>L\u00edngua Portuguesa<\/strong>\u00a0<\/em>\u00e9 destinada a educandos da<strong>\u00a07\u00aa S\u00e9rie<\/strong>\u00a0da Eaja.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"615\" height=\"384\" src=\"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image80-e1635162419557.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133099\" srcset=\"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image80-e1635162419557.jpg 615w, https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/image80-e1635162419557-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><figcaption>Tem\u00e1tica &#8211; L\u00edngua Portuguesa \u2013 A condu\u00e7\u00e3o da voz narrativa. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.publicdomainpictures.net\/pt\/view-image.php?image=248482&amp;picture=restaurante-a-beira-mar\">https:\/\/www.publicdomainpictures.net\/pt\/view-image.php?image=248482&amp;picture=restaurante-a-beira-mar<\/a>>. Acesso em 14 de Outubro de 2021.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-cyan-bluish-gray-background-color has-text-color has-background\" style=\"font-size:25px\">A aula de hoje abordar\u00e1 o foco narrativo, a voz enunciativa e seu poder de condu\u00e7\u00e3o pela hist\u00f3ria. A constru\u00e7\u00e3o da primeira ou terceira pessoa para conduzir uma narrativa requer muita cautela, pois o foco \u00e9 tamb\u00e9m enfoque. Se o narrador participa ou n\u00e3o dos fatos tamb\u00e9m \u00e9 motivo para cr\u00e9dito real ou ficcional de uma hist\u00f3ria. Afinal a hist\u00f3ria de fato ocorreu ou apenas \u00e9 puro fruto da fic\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background\" style=\"font-size:30px\"><strong>Assista a videoaula abaixo, com a tem\u00e1tica \u2013\u00a0L\u00edngua Portuguesa \u2013 A condu\u00e7\u00e3o da voz narrativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<p class=\"responsive-video-wrap clr\"><iframe title=\"L\u00edngua Portuguesa - 7\u00aa s\u00e9rie - Eaja - A condu\u00e7\u00e3o da voz narrativa.\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zTvtEnitlGM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<\/div><figcaption>L\u00cdNGUA PORTUGUESA | 7\u00aa S\u00c9RIE | Eaja\u00a0| PROF.\u00aa: REGINA<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background\" style=\"font-size:30px\"><strong>\u00a0A condu\u00e7\u00e3o da voz narrativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Hoje, iremos estudar os elementos que comp\u00f5em uma narrativa e o papel do narrador, sua aproxima\u00e7\u00e3o dos fatos e claro seu olhar acerca dos acontecimentos. A estrutura narrativa no Brasil se consagra com o conto brasileiro, literatura f\u00e1cil, com poucos personagens, enredo curto, no\u00e7\u00f5es de tempo e espa\u00e7o bem resolvidos, deixando o leitor a vontade para fazer digress\u00f5es ou mesmo avan\u00e7os sobre o texto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Para o conto brasileiro a figura de maior destaque \u00e9 a voz enunciativa, \u00e9 a figura imponente ou mesmo sutil do narrador, ora participando da hist\u00f3ria como personagem, ora distante fazendo sua observa\u00e7\u00e3o atenta e minuciosa do enredo. Mas ressaltamos que o narrador em primeira ou em terceira pessoa remete a escolhas importantes sobre o ponto de vista narrativo, algo que a literatura v\u00ea como foco narrativo, o \u00e2ngulo em que a hist\u00f3ria ser\u00e1 relatada. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Para melhor ilustrar a aula de hoje, vamos conhecer o renomado conto: O menino e o velho de Lygia Fagundes Telles, com uma abordagem contempor\u00e2nea, o distinto narrador personagem marca a narrativa com tom distante a estranha hist\u00f3ria de amizade entre um menino e um velho, marcada pelo espa\u00e7o de um restaurante a beira mar, e de forma detalhada a caracter\u00edstica f\u00edsica de cada personagem: o menino e o velho. O narrador faz o leitor pensar em in\u00fameras possibilidades sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o menino e o velho, parentesco ou amizade? Para conhecer mais, vamos ler a hist\u00f3ria? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-vivid-red-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\"><strong>O menino e o velho \u2013 Conto de Lygia Fagundes Telles <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Quando entrei no pequeno restaurante da praia os dois j\u00e1 estavam sentados, o velho e o menino. Manh\u00e3 de um azul flamante. Fiquei olhando o mar que n\u00e3o via h\u00e1 algum tempo e era o mesmo mar de antes, um mar que se repetia e era irrepet\u00edvel. Misterioso e sem mist\u00e9rio nas ondas estourando naquelas espumas flutuantes (bom-dia, Castro Alves!) t\u00e3o ef\u00eameras e eternas, nascendo e morrendo ali na areia. O gar\u00e7om, um simp\u00e1tico alem\u00e3o corado, me reconheceu logo. Franz? eu perguntei e ele fez uma contin\u00eancia, baixou a bandeja e deixou na minha frente o copo de chope. Pedi um sandu\u00edche. P\u00e3o preto? ele lembrou e foi em seguida at\u00e9 a mesa do velho que pediu outra garrafa de \u00e1gua de Vichy. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Fixei o olhar na mesa ocupada pelos dois, agora o velho dizia alguma coisa que fez o menino rir, um av\u00f4 com o neto. E n\u00e3o era um av\u00f4 com o neto, t\u00e3o n\u00edtidas as tais diferen\u00e7as de classe no contraste entre o homem vestido com simplicidade mas num estilo rebuscado e o menino encardido, um moleque de alguma escola pobre, a mochila de livros toda esbaga\u00e7ada no espaldar da cadeira. Deixei baixar a espuma do chope mas n\u00e3o olhava o copo, com o olhar suplente (sem dire\u00e7\u00e3o e direcionado) olhava o menino que mostrava ao velho as pontas dos dedos sujas de tinta, treze, catorze anos? O velho espigado alisou a cabeleira branca em desordem (o vento) e mergulhou a ponta do guardanapo de papel no copo d\u2019\u00e1gua. Passou o guardanapo para o menino que limpou impaciente as pontas dos dedos e logo desistiu da limpeza porque o suntuoso sorvete coroado de creme e peda\u00e7os de frutas cristalizadas j\u00e1 estava derretendo na ta\u00e7a. Mergulhou a colher no sorvete. A boca pequena tinha o l\u00e1bio superior curto deixando aparecer os dois dentes da frente mais salientes do que os outros e com isso a express\u00e3o adquiria uma gra\u00e7a meio zombeteira. Os olhos obl\u00edquos sorriam acompanhando a boca mas o anguloso rostinho guardava a palidez da fome. O velho apertava os olhos para ver melhor e seu olhar era demorado enquanto ia acendendo o cachimbo com gestos vagarosos, compondo todo um ritual de eleg\u00e2ncia. Deixou o cachimbo no canto da boca e consertou o colarinho da camisa branca que aparecia sob o decote do su\u00e9ter verde-claro, devia estar sentindo calor mas n\u00e3o tirou o su\u00e9ter, apenas desabotoou o colarinho. Na apar\u00eancia, tudo normal: ainda com os res\u00edduos da antiga beleza o av\u00f4 foi buscar o neto na sa\u00edda da escola e agora faziam um lanche, gazeteavam? Mas o av\u00f4 n\u00e3o era o av\u00f4. Achei-o parecido com o artista ingl\u00eas que vi num filme, um velho assim esguio e bem cuidado, fumando o seu cachimbo. N\u00e3o era um filme de terror mas o cen\u00e1rio noturno tinha qualquer coisa de sinistro com seu castelo descabelado. A lareira acesa. As tape\u00e7arias. E a longa escada com os retratos dos antepassados subindo (ou descendo) aqueles degraus que rangiam sob o gasto tapete vermelho. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Cortei pelo meio o sandu\u00edche grande demais e polvilhei o p\u00e3o com sal. N\u00e3o estava olhando mas percebia que os dois agora conversavam em voz baixa, a ta\u00e7a de sorvete esvaziada, o cachimbo apagado e a voz apagada do velho no mesmo tom caviloso dos carunchos cavando (roque-roque) as suas galerias. Acabei de esvaziar o copo e chamei o Franz. Quando passei pela mesa os dois ainda conversavam em voz baixa \u2013 foi impress\u00e3o minha ou o velho evitou o meu olhar? O menino do labiozinho curto (as pontas dos dedos ainda sujas de tinta) olhou-me com essa vaga curiosidade que t\u00eam as crian\u00e7as diante dos adultos, esbo\u00e7ou um sorriso e concentrou-se de novo no velho. O gar\u00e7om alem\u00e3o acompanhou-me af\u00e1vel at\u00e9 a porta, o restaurante ainda estava vazio. Quase me lembrei agora, eu disse. Do nome do artista, esse senhor \u00e9 muito parecido com o artista de um filme que vi na televis\u00e3o. Franz sacudiu a cabe\u00e7a com ar grave: Homem muito bom! Cheguei a dizer que n\u00e3o gostava dele ou s\u00f3 pensei em dizer? Atravessei a avenida e fui ao cal\u00e7ad\u00e3o para ficar junto do mar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Voltei ao restaurante com um amigo (duas ou tr\u00eas semanas depois) e na mesma mesa, o velho e o menino. Entardecia. Ao cruzar com ambos, bastou um r\u00e1pido olhar para ver a transforma\u00e7\u00e3o do menino com sua nova roupa e novo corte de cabelo. Comia com voracidade (as m\u00e3os limpas) um prato de batatas fritas. E o velho com sua cara atenta e terna, o cachimbo, a garrafa de \u00e1gua e um prato de massa ainda intocado. Vestia um blazer preto e malha de seda branca, gola alta. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Puxei a cadeira para assim ficar de costas para os dois, entretida com a conversa sobre cinema, o meu amigo era cineasta. Quando sa\u00edmos a mesa j\u00e1 estava desocupada. Vi a nova mochila (lona verde-garrafa, al\u00e7as de couro) dependurada na cadeira. Ele esqueceu, eu disse e apontei a mochila para o Franz que passou por mim afobado, o restaurante encheu de repente. Na porta, enquanto me despedia do meu amigo, vi o menino chegar correndo para pegar a mochila. Reconheceu-me e justificou-se (os olhos obl\u00edquos riam mais do que a boca), Droga! Acho que n\u00e3o esque\u00e7o a cabe\u00e7a porque est\u00e1 grudada. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Pressenti o velho esperando um pouco adiante no meio da cal\u00e7ada e tomei a dire\u00e7\u00e3o oposta. O mar e o c\u00e9u formavam agora uma \u00fanica mancha azul-escuro na luz turva que ia dissolvendo os contornos. Quase noite. Fui andando e pensando no filme ingl\u00eas com os grandes candelabros e um certo palor vindo das telas dos retratos ao longo da escadaria. Na cabeceira da mesa, o velho de chambre de cetim escuro com o perfil esfuma\u00e7ado. N\u00edtido, o menino e sua metamorfose mas persistindo a palidez. E a gra\u00e7a do olhar que ria com o labiozinho curto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">No fim do ano, ao passar pelo pequeno restaurante resolvi entrar mas antes olhei atrav\u00e9s da janela, n\u00e3o queria encontrar o velho e o menino, n\u00e3o me apetecia v\u00ea-los, era isso, quest\u00e3o de apetite. A mesa estava com um casal de jovens. Entrei e Franz veio todo contente, estranhou a minha aus\u00eancia (sempre estranhava) e indicou-me a \u00fanica mesa desocupada. Hora do almo\u00e7o. Colocou na minha frente um copo de chope, o card\u00e1pio aberto e de repente fechou-se sua cara num sobressalto. Inclinou-se, a voz quase sussurrante, os olhos arregalados. Ficou passando e repassando o guardanapo no m\u00e1rmore limpo da mesa, A senhora se lembra? Aquele senhor com o menino que ficava ali adiante, disse e indicou com a cabe\u00e7a a mesa agora ocupada pelos jovens. Ich! foi uma coisa horr\u00edvel! T\u00e3o horr\u00edvel, aquele menininho, lembra? Pois ele enforcou o pobre do velho com uma cordinha de n\u00e1ilon, roubou o que p\u00f4de e deu no p\u00e9! Um homem t\u00e3o bom! Foi encontrado pelo motorista na segunda-feira e o crime foi no s\u00e1bado. Estava nu, o corpo todo judiado e a cordinha no pesco\u00e7o, a senhora n\u00e3o viu no jornal?! Ele morava num apartamento aqui perto, a pol\u00edcia veio perguntar mas o que a gente sabe? A gente n\u00e3o sabe de nada! O pior \u00e9 que n\u00e3o v\u00e3o pegar o garoto, ich! Ele \u00e9 igual a esses bichinhos que a gente v\u00ea na areia e que logo afundam e ningu\u00e9m encontra mais. Nem com escavadeira a gente n\u00e3o encontra n\u00e3o. J\u00e1 vou, j\u00e1 vou! ele avisou em voz alta, acenando com o guardanapo para a mesa perto da porta e que chamava fazendo tilintar os talheres. Ningu\u00e9m mais tem paci\u00eancia, j\u00e1 vou! \u2026 <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">Olhei para fora. Enquadrado pela janela, o mar pesado, cor de chumbo, rugia rancoroso. Fui examinando o card\u00e1pio, n\u00e3o, nem peixe nem carne. Uma salada. Fiquei olhando a espuma branca do chope ir baixando no copo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">A linguagem utilizada pela autora, Lygia Fagundes Telles, \u00e9 simples e objetiva, as frases com letras iniciais mai\u00fasculas dentro de outras frases mostram o fluxo das ideias e como se sa\u00edssem diretamente dos pensamentos e lembran\u00e7as da narradora. A composi\u00e7\u00e3o das personagens \u00e9 simples, s\u00e3o apenas quatro: o narrador, que na verdade \u00e9 uma narradora, o menino, o velho e o gar\u00e7om. Perfazem tipos urbanos de pouca notoriedade, por\u00e9m o maior destaque d\u00e1-se a figura\u00e7\u00e3o do mar, enquanto maior espa\u00e7o ocupado pela narrativa. A no\u00e7\u00e3o temporal \u00e9 vaga, como a express\u00e3o: \u201cNo fim do ano&#8230;\u201d sem data o marca temporal. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">A narradora retornou \u00e0quele mesmo restaurante nas pr\u00f3ximas duas ou tr\u00eas semanas e cruzou com os dois na mesma mesa. Agora o menino trajava roupas boas, tinha o cabelo bem cortado e uma mochila nova. E o senhor, como sempre, bem vestido. E \u00e9 exatamente a condu\u00e7\u00e3o da narradora que nos leva ao conhecimento e a aproxima\u00e7\u00e3o entre os personagens, e mais adiante ao desfecho tr\u00e1gico como uma not\u00edcia da p\u00e1gina policial. Desfechos tr\u00e1gicos, parecidos com o do conto \u201cO menino e o velho\u201d, entrela\u00e7am a nossa vida todos os dias e nos chegam por meio de variadas artes, aqui destacamos a literatura, e a voz de uma narradora, frequentadora de um restaurante a beira mar, segue de maneira sutil a narrativa como quem observa e n\u00e3o quer nada, finaliza a hist\u00f3ria com um di\u00e1logo revelador, o relato do assassinato do velho. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\">O conto O Menino e o Velho \u00e9 surpreendente e nos deixa com algumas d\u00favidas. Ao descrever j\u00e1 no in\u00edcio do conto que o garoto ser\u00e1 o respons\u00e1vel pela morte do senhor, continuamos a leitura na expectativa de que tudo aquilo ser\u00e1 explicado \u2013 afinal, um garoto matar um idoso sem mais nem menos n\u00e3o \u00e9 algo comum, neste sentido, entre as principais caracter\u00edsticas do conto O Menino e o Velho de Lygia Fagundes Telles podemos destacar: a linguagem objetiva e simples, frases que aceleram o fluxo narrativo, express\u00f5es de lembran\u00e7a e pensamento vindas da narradora personagem, associa\u00e7\u00e3o de fatos encontrados no dia a dia e a simbologia dos espa\u00e7os. O Conto \u2018O Menino e o Velho\u2019 \u00e9 um dos mais conhecidos da obra \u2018Inven\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria\u2019, de Lygia Fagundes Telles \u00e9 um retrato aut\u00eantico de um quadro policial cinematogr\u00e1fico. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-black-color has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background\" style=\"font-size:30px\"><strong>Atividades<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\"><strong>Quest\u00e3o 01 &#8211; <\/strong>O conto: \u201cO menino e o Velho\u201d de Lygia Fagundes Telles faz um retrato de uma cena altamente criminosa, no entanto esta cena \u00e9 mera fic\u00e7\u00e3o. Tomando como princ\u00edpio a cena criminosa, fa\u00e7a uma cobertura jornal\u00edstica, invente a data, a hora, o lugar: como rua, bairro, edif\u00edcio, apartamento. Enfim, agora a fic\u00e7\u00e3o e a inven\u00e7\u00e3o \u00e9 sua, lembre-se voc\u00ea um jornalista! <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color\" style=\"font-size:25px\"><strong>Quest\u00e3o 02 &#8211; <\/strong>Agora vamos mudar um pouco o foco narrativo, que tal comentar esta hist\u00f3ria de amizade entre o menino e o velho com seus familiares? Observe que para narrar novamente a hist\u00f3ria voc\u00ea usou a terceira pessoa, tanto para pronomes como verbos, observe tamb\u00e9m que o trabalho narrativo fazemos de maneira involunt\u00e1ria quando queremos relatar ou mesmo falar uma hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 nossa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento:<\/strong><\/td><td>(EAJALP0715) Identificar os elementos da narrativa: espa\u00e7o, tempo, personagens, conflito, cl\u00edmax, foco narrativo, desfecho.<br>(EAJALP0638) Redigir contos em primeira e em terceira pessoas<\/td><\/tr><tr><td class=\"has-text-align-center\" data-align=\"center\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/td><td>Lygia Fagundes Telles recita \u201cO menino e o velho\u201d. Site \u201cConto brasileiro\u201d. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/contobrasileiro.com.br\/o-menino-e-o-velho-conto-de-lygia-fagundes-telles\/\">https:\/\/contobrasileiro.com.br\/o-menino-e-o-velho-conto-de-lygia-fagundes-telles\/<\/a>acessado em 01\/10\/2021<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":133099,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":""},"eaja_categoria":[69],"serie":[76],"eaja_componente":[77],"class_list":["post-133087","eaja","type-eaja","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","eaja_categoria-2o-segmento-7a-e-8a-serie","serie-7a-serie","eaja_componente-lingua-portuguesa","entry","has-media"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/eaja\/133087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/eaja"}],"about":[{"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/types\/eaja"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/media\/133099"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"eaja_categoria","embeddable":true,"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/eaja_categoria?post=133087"},{"taxonomy":"serie","embeddable":true,"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/serie?post=133087"},{"taxonomy":"eaja_componente","embeddable":true,"href":"https:\/\/sme.goiania.go.gov.br\/conexaoescola\/wp-json\/wp\/v2\/eaja_componente?post=133087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}