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Curso para professores tem como tema cultura africana e afro-brasileira

Até dezembro, a formação promovida pela SME abordará obras literárias voltadas à temática étnico-racial

  • Publicado: Sexta, 20 de Abril de 2018, 18h38
  • Última atualização em Sexta, 20 de Abril de 2018, 18h38

432106402893519Cerca de 30 professores da rede municipal iniciaram na tarde desta quinta-feira, 19, o curso de extensão Tertúlia Literária: Diálogos com escritoras africanas e afro-brasileiras. O curso é promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), por meio da Gerência de Formação dos Profissionais da Educação, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).


O curso terá encontros mensais até dezembro de 2018, com carga horária total de 40 horas. O objetivo é ler, refletir e discutir sobre obras literárias voltadas à temática étnico-racial e de gênero. A finalidade é implementar as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino da História e Cultura Africana, Afro-brasileira, por meio do incentivo à leitura nas disciplinas de História e Língua Portuguesa.


Eurides Siqueira Silva é professora na Escola Municipal Honestino Guimarães e está fazendo o curso para ampliar seus conhecimentos e repassar aos alunos em sala de aula. “Temos trabalhado já algum tempo as questões das relações étnico-raciais, do papel do negro no desenvolvimento da nossa sociedade brasileira, e a posição do negro na sociedade atual. Eu vim fazer o curso com o objetivo de trabalhar melhor a literatura africana, é uma forma das crianças conhecerem outra cultura e saber da história do negro. O curso trata especificamente de escritoras africanas e acho isso muito importante, uma forma de ampliar os meus conhecimentos e levar o que aprender aqui para a escola”, ressaltou.

Já o professor Wander de Faria Lima, da Escola Municipal João Paulo I, considera importante que as pessoas tenham novos olhares para a posição do negro na sociedade. “Acho muito importante para valorizarmos o que a cultura afro nos deixou, os ensinamentos, as heranças que temos para trabalhar questões hoje como a igualdade, o que o negro representa na sociedade, observarmos para termos outro olhar para o negro, para a questão de cotas. É um curso de extrema relevância que contribuirá muito na minha formação como professor, principalmente porque sou professor de capoeira também”, pontuou.

Com base nos objetivos do curso, a Tertúlia Literária será avaliada continuamente por meio de observações e registro dos encontros sobre o envolvimento dos participantes na leitura e discussão das obras literárias. Os critérios para a avaliação serão a leitura, a pontualidade, frequência, interação entre os grupos. Serão analisadas obras como: Olhos d'água, de Conceição Evaristo; As andorinhas, de Paulina Chiziane; Sobreviventes, de Cidinha da Silva; No meu pescoço, de Chimamanda Adichie, da Nigéria; e Terra Negra, de Cristiane Sobral.

Lívia Máximo, Educação e Esporte
Fotos: Luiz Fernando Hidalgo

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